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Sidhe

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"Pobre Demônio Azul" representação moderna de um Sidhe

Um dos Povos Antigos - e para muitos são considerados os "primeiros deuses".

Deles vieram todas as raças humanóides, como os Humanos, os Anões e outras. Sem falar que se envolveram diretamente no surgimento de todos os outros mortais do mundo.

Aparência Edit

Não restou nenhuma representação original dos sidhe, seja em pinturas ou esculturas - na época todas foram destruídas por acreditarem que havia magia maligna imbuída nas imagens. O senso comum - e as lembranças dos imortais que restaram e que descreveram os sidhe - diz que eles eram como elfos, mas com a pele levemente azulada, olhos brilhantes em uma só cor e com uma altura média de dois metros. As poucas imagens que existem deles hoje são representações modernas.

A História Antiga Edit

Os Sidhe foram os primeiros a criarem uma civilização e foram os senhores do maior império que Othrya já viu. O nome era Vaalbara, cuja extensão era quase da totalidade do planeta. O mais próximo que uma raça já conseguiu em termos de conquista total. Sua capital era Numa, uma cidade tão grande que hoje corresponderia a metade do território do reino de Erion.

Mantendo boa relação com os Fae e os Asuras, os Sidhe aprenderam a magia e puderam manipulá-la - embora não de maneira tão extraordinária e natural quanto seus irmãos raciais. Viviam em paz com o povo Ent e possuiam um pacto de não intromissão com os Lamassu e mal tinham contato com os Daedalus, que já se mostravam interessados em viajar e habitar outros mundos e planos.

Seus inimigos declarados eram os Dragões Primordiais, os Titans e os Krakens, criaturas taxadas de "monstros" por eles e cuja alcunha reberbera até hoje para seus decendentes. O motivo das desavença era a expansão de Vaalbara, que a cada século parecia mais próximo de engolir o mundo inteiro. Conflitos ocorriam sempre e muitos imortais de ambos os lados perdiam a vida.

As três raças imortais inimigas dos Sidhe eram seres obviamente grandes em termos de tamanho e por isso conseguiam superar em termo de força com as outras raças, que preferiam defender-se em termos de número e magia. Mas com o tempo os Fae e os Asuras decidiram não mais interferir naquele embate - que no fundo era mais dos Sidhe, que impulsionados pela ambição, queriam conquistar o mundo - e se retiraram, alguns para outros mundos e planos e outros para territórios pré-estabelecidos.

Por fim, após milênios e milênios de confrontos um dos Três Reis Supremos (pois Vaalbara, devido ao seu tamanho, era dividida em três grandes províncias) propôs o fim das desavenças com as outras raças e um tratado de paz. Seu nome era Urean. Parte dos Sidhe concordaram, principalmente os que viviam nas áreas próximas dos confrontos e estavam perdendo a vida. Porém os outros dois reis tinham idéias diferentes. Um deles era uma rainha: Pannota, que embora desejasse também que os conflitos acabassem não queria admitir a "derrota" às raças monstruosas. O terceiro rei, Sammaer, ao contrário de ambos queria que a guerra continuasse até a derrota do inimigo - ou seja, sua aniquilação. Isso rompeu o reino e deflagrou uma guerra civil que ficou conhecida como "Grande Fraticídio".

A guerra durou pouco: apenas 28 dias. Ao final dela Pannota foi morta e Urean desapareceu. Venceu Sammaer, que era apoiado pela maioria dos Sidhe, cujo orgulho era enorme. Os seguidores de Pannota e Urean sofreram terrível destino e foram destituídos de sua mente, transformados em escravos sem memória. Muitos passaram por transformações físicas resultante de horríveis experiências dos magos sidhe, que não tiveram nenhum pudor em usar seus semelhantes como cobaias. Todas as raças mortais humanóides se originariam destes experimentos - por mais aviltante que isso soe para os atuais humanos, anões e outros, preferindo todos eles esquecer completamente este passado, que sequer é de conhecimento geral.

Porém, mesmo com o poder absoluto nas mãos, a guerra do rei Sammaer estava longe de acabar e ele decidiu dar a cartada final:

Reunindo toda a magia e todo o poder que lhe fosse permitido do seu povo, ele criou aquilo que ele julgava ser a "arma definitiva". Um enorme globo de energia que emanava um campo de poder que destruiria para sempre todos os krakens, todos os titans e todos os dragões primordiais.

Mas algo deu muito errado.

Seja lá o que aconteceu, o aparato corrompeu os Sidhe mais próximos e os transformou em horrendos demônios. O que realmente causou esta transformação não se sabe, mas dizem que teria sido todas as energias negativas e egoistas de Sammaer para ter todo o poder para si. O próprio rei foi transformado num demônio horrendo que corrompia a todos que tocava. Um décimo de todos os Sidhe foram transformados em criaturas demoníacas (uma porcentagem estimada apavorante, já que se especula que, no auge do seu império, a população sidhe beirava um bilhão de habitantes), o que interrompeu a guerra e exigiu a coalisação de todas as raças para encerrar aquele holocausto. Assim estava assinado o fim do Eon dos Imortais.

Sua última era foi a Era dos Demônios.

Durante 666 longos anos, todas as raças lutaram ferozmente para erradicar aquelas aberrações do mundo. Ao final, conseguiram por fim expulsar o demônio Sammaer e todos os demônios para um outro plano de existência que ficou conhecido apenas como Reuleshy - ou mesmo "Inferno". A guerra foi vencida, mas não sem um preço terrível: as energias vitais do planeta foram terrivelmente chacoalhadas e isso fez com que as gerações posteriores perdessem a imortalidade.

Assim começava o Eon dos Mortais.

DescendentesEdit

Apesar de pertencerem à mesma raça, sidhe usaram outros sidhe para experiências macabras. Maquinações mágicas para modificar o corpo e a mente dos rebeldes durante o reinado de Sammaer criaram as primeiras raças mortais do mundo. Um exemplo foram os musterios, a mais antiga e primitiva linhagem humana, da onde toda esta raça se originou com o passar dos milênios. Outras versões antigas de gigantes, anões e gnomos também foram criada a partir do sangue sidhe adulterado. Todas as raças conhecidas como Humanóides são descendentes dos sidhe

Porém exitiram aqueles que conseguiram escapar do destino de serem modificados magicamente.

Os Fomorianos eram um grupo de rebeldes que escaparam de Vaalbara e se refugiaram no extremo norte do mundo e foram auxiliados pelos Fae para se esconderem no plano que hoje é conhecido como Tir Na Óg. Quando a Era dos Demônios terminou eles perceberam que tinha perdido a imortalidade e o seu próprio mundo, aos frangalhos após aqueles desastrosos 666 anos; motivo pelo qual eles próprios se tornaram "caçadores de sidhe" - mais especificamente caçando os que tinham ficado ao lado de Sammaer até o fim.

Os Vishbranuh escaparam para além das terras habitadas, nos confins do império, e lutaram por muito tempo contra seus irmãos ambiciosos ara manterem suas vidas. Quando a semi-imortalidade veio até eles, surpreendentemente não lamentaram, entendendo que tuda fazia parte do andamento das circuntâncias do Universo e que, de certo modo, eles também eram responsáveis por isto. Desenvolveram uma filosofia própria, baseada na aceitação das coisas e no curioso conceito de "karma".

Os Aldebarãs fugiram para outro plano e se refugiaram nos pequenos mundos chamados Plêiades e nunca mais foram vistos, exceto por relatos pouco confiáveis de alguns povos que afirmam ter tido contato com eles.

Porém os mais famosos descendentes dos sidhe (e os únicos que tentaram manter os velhos costumes de seu orgulhoso povo) foram aqueles que se mantiveram fiéis à Sammaer e ainda assim conseguiram sobreviver até o final da Era dos Demônios - foram chamados de Elfos.

O Povo-Élfico Edit

Os Sidhe fieis a Sammaer que sobreviveram migraram para uma grande ilha e fundaram um novo reino, chamado Lemmuria e sua capital era Nena. Muito inferior em termos de tamanho do que Vaalbara, mas muito mais segura. Menos poderosos, mas ainda temíveis, o povo que viveu lá foi chamado de Elfo - no idioma antigo significava "os remanescentes". Tecnicamente ainda eram Sidhe, ou ainda se consideravam assim, adotando a nomenclatura de "elfo" apenas para diferenciá-los de seus ancestrais.

Inconformados com a perda da sua imortalidade, os elfos decidiram pedir ajuda à um Ent e a um Fae, que ainda conservavam sua imortalidade por serem de uma geração anterior à guerra dos demônios, que lhe emprestassem sua energia vital e, em troca, seriam venerados e adorados como deuses. Para o ent (que não possuia nome, pois o Povo-Arbóreo nunca precisou de nomes) era indiferente e ele aceitou a tarefa de bom grado. O fae, que chamavam de Mu, realmente desejava ser adorado e protegido e então fundindo as duas energias eles se tornaram Mu, o Deus da Imortalidade.

Lemmuria então se tornou o único lugar de Othrya onde ainda era possível nascer imortais mesmo após a terrível Era dos Demônios.

No entanto o número de nascimentos precisava ser controlado, pois Mu não tinha como estender a imortalidade para um numero muito grande de indivíduos. Por isso nascimentos só eram permitidos por ordens expressas do rei élfico, que usava o poder da divindade para controlar a fertilidade de seu povo. O tempo passou até chegar num ponto onde a população imortal de Lemmuria chegou ao seu limite: 30 mil individuos. E o índice de mortalidade no reino (que só podia ocorrer de forma não-natural) era muito baixo para que houvesse "espaço" para novas crianças.

Então foi criada a Punição da Morte Lenta, onde indivíduos que cometessem certos tipos de crimes graves seriam punidos com a perda da imortalidade e forçados a viver fora da ilha como meros mortais.

Um deles foi um elfo que ficou conhecido apenas como O Destruidor da Eternidade.

Punido com a Morte Lenta por um crime hoje desconhecido, ele voltou anos depois para Lemmuria, já como um indivíduo velho, e conseguiu destruir o deus Mu que dava a imortalidade à raça como vingança.

Após este duro golpe, Lemmuria se desfez e os elfos vagaram errantes por Othrya, despidos de sua imortalidade para sempre. E hoje estes elfos "originais" são considerados extintos, embora tenham gerado raças descendentes, como os elfos-das-areias, os elfos albinos e os monstruosos elfos-do-pântano.

Chegava ao fim o último indício Sidhe sobre o mundo.

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